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Liderança feminina aumenta no Brasil, mas ainda está abaixo de outros países

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As mulheres vêm assumindo um papel de maior protagonismo no empreendedorismo global, mas, no caso do Brasil, a caminhada delas rumo à equiparação com os homens promete ser longa e árdua. Os dados, divulgados em meados deste ano pela plataforma LinkedIn, mostram um cenário mundial mais promissor para as lideranças femininas, inclusive no Brasil, mas também revelam que as brasileiras estão aquém da média global de ocupação.

De acordo com a plataforma, a participação das mulheres empreendedoras no país é de apenas 27%, conferindo uma modesta 27ª colocação no ranking mundial. A resposta para isso é a média de participação no resto do mundo, que está em 31%. Para Januária Simões, gerente de projetos da Projelet, empresa de engenharia e arquitetura especializada em soluções inteligentes para a construção civil, ainda há um desequilíbrio do mercado que não condiz com a divisão populacional.

“A ocupação definitiva da mulher no mercado empreendedor ainda é um tabu que precisa ser quebrado, sobretudo quando tomamos a proporção entre homens e mulheres. No Brasil, por exemplo, elas compõem uma pequena maioria, e vêm ocupando cada vez mais vagas nas universidades. Mas os reflexos disso ainda não são vistos no mercado”, explica.

Ela conta que no mercado da construção civil, a desproporção também tem diminuído, mas, da mesma forma, revela um setor excludente, que desmerece o perfil de liderança que as mulheres conseguem ocupar. Dados do IBGE mostram que a participação feminina cresceu 120% entre 2007 e 2018. Já o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) aponta que o mercado apresenta apenas 13,6% composto por mulheres.

Outra informação que sugere um cenário de discrepância é o fato de que os homens do setor apresentam um tempo médio de 7,9 anos de estudo, contra 8,1 anos por parte das profissionais femininas. “As mulheres vêm demonstrando maior necessidade de estudo para ocupar uma quantidade mínima de vagas. O mercado de modo geral, mas particularmente o da construção civil, precisa evoluir a ponto de dar igualdade de condições a mulheres e homens. Esse é um avanço que está sendo descoberto aos poucos, num ritmo bastante lento, apesar da capacidade de liderança já comprovada da mulher”, avalia Januária.

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