Avançar para o conteúdo principal

Renda fixa segue como tendência no mercado, mas investidor deve ficar de olho nos tributos

Crédito: Freepik


A taxa Selic entrou em processo de queda. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada em meados de setembro, os juros da economia caíram 0,5 ponto percentual, despencando dos 13,25% ao ano para 12,75%. Foi a segunda queda em sequência, algo que não ocorria desde junho de 2020. A despeito da redução, os juros ainda estão num patamar que o mercado considera interessante para quem opera com aplicações de renda fixa.

Aliás, são muitos os títulos de renda fixa, que oferecem o benefício de remunerar melhor do que a caderneta de poupança, aliado ao baixo risco e a uma liquidez atraente. Entre os queridinhos dos investidores brasileiros estão os CDBs, os fundos de investimentos e o tesouro direto. Mas o advogado Nathaniel Lima, do escritório BLJ Direito & Negócios, alerta que, além do leque de ativos à disposição, com diferentes rendimentos, é preciso ficar atento também à tributação que incide sobre cada um.

“O mercado é repleto de ofertas aos investidores, mas é preciso que eles sejam orientados também em relação à tributação sobre o rendimento”, orienta. “A maioria das aplicações de renda fixa tem seu rendimento tributado. Isto significa que parte do valor produzido pelo ativo deve ser declarado, e sua alíquota é cobrada já no resgate do título”, explica o advogado.

Segundo ele, as tributações sofrem pouca variação de um produto para outro no universo da renda fixa. Via de regra, as alíquotas se iniciam no nível mais elevado, em 22,5%, até chegar ao patamar de 15%. “Essa variação ocorre de acordo com o tempo de aplicação. Quanto maior o período que o dinheiro estiver rendendo, menor será a alíquota. No caso da primeira variável, ela é aplicada para as aplicações mantidas por até 180 dias, ou seja, seis meses”, afirma o advogado da BLJ.

A segunda faixa, entre 181 e 360 dias, sofre uma incidência de 20% sobre o rendimento. Para investimentos alocados entre 361 e 720 dias, o percentual cai para 17,5%, e a partir de 721 dias, a alíquota se estabiliza em 15%. “Isso deve ser levado em conta ao pensar na estratégia da aplicação. Se o investidor deseja resgatar o recurso num curto prazo, talvez seja mais vantajoso buscar ativos que tenham isenção de imposto de renda, como são os casos das LCIs e LCAs. Já para quem procura investimentos a médio-longo prazo, as opções aumentam bastante, mas devem ser bem avaliadas pelo investidor, que também pode e deve recorrer a um profissional qualificado para orientá-lo”, conclui.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

De olho no rendimento... e nos tributos!

Crédito: divulgação O mercado é generoso para com o investidor quando se trata de opções de ativos. Os títulos de renda fixa, um dos preferidos do público, especialmente com a taxa de juros (ainda) nas alturas, seguem atraindo compradores graças a uma rentabilidade no mínimo interessante, aliada à segurança e a uma liquidez que permite alocar maiores recursos. Os CDBs e CDIs, LCIs e LCAs, debêntures, fundos de investimentos e tesouro direto fazem parte desse universo atualmente colorido da renda fixa. Mas o investidor mais precavido sabe que não é o caso de contar apenas o que entra. Parte desses títulos são tão chamativos que acabam ofuscando uma tributação desagradável por trás. Para quem aplica em renda fixa, mantenha a calma: não é o caso de mudar o foco, mas de conhecer melhor o produto que você tem às mãos. Entre os ativos tributáveis da renda fixa, existem hoje os RDBs, debêntures, tesouro direto, as letras de câmbio e os CDBs. De modo geral, essas aplicações obedecem a regras b...

Projeto Experimente completa 8 anos com participação de Lobão

  divulgação Aniversário da maior feira de cervejas artesanais de Minas Gerais acontecerá no dia 8 de outubro, na UniBH unidade Buritis O Projeto Experimente, maior feira de cervejas artesanais de Minas Gerais, comemora oito anos de sucesso em outubro e quem virá assoprar as velinhas é o cantor Lobão, um dos maiores nomes do rock’n roll nacional. O encontro é no dia 8, sábado, e acontece no estacionamento da Faculdade UniBH, unidade Buritis, a partir do meio dia. “Nesse aniversário será uma honra para nós receber um artista que contribuiu tanto para o rock nacional. Lobão é um homem que sabe conduzir o público e estimular a alegria de todos. É isso que queremos! Que as pessoas comemorem este ao nosso lado, com muita alegria”, pontua Bruno Lins, organizador. Ídolo dos anos 80, Lobão desembarca em Belo Horizonte para apresentar grandes hits de sua carreira que ficaram famosos tanto em sua voz quanto em interpretação de artistas renomados como Cazuza, Ney Matogrosso e a banda Blitz. S...

Varejo utiliza cartão de crédito próprio para fidelizar clientes

freepik   Redes varejistas apostam no private label para aumentar vendas e trazer mais clientes às lojas Cartões de crédito emitidos por lojas de redes varejistas têm se mostrado ferramentas eficazes no quesito fidelização do cliente. Isso porque na hora de ir às compras, as pessoas seguem a tendência de priorizar tais estabelecimentos que ofertaram margem de crédito a estes compradores. Ao menos é o que indica um levantamento instituto de pesquisa Locomotiva em parceria com a empresa de tecnologia Dock. Esses cartões próprios do varejo têm um nome e participam de um escopo mercadológico que vem crescendo bravamente no Brasil. Trata-se do private label, um instrumento de crédito, que funciona como um cartão de crédito tradicional, com marca própria e que é aceito na rede de estabelecimentos daquela marca Toda tecnologia e ecossistema envolvidos atrás desses cartões é materializada por uma empresa especializada nesse serviço. É o que explica Édrei Costa, CEO da RPE, empresa brasilei...